Patronos

Novos Patronos

Arlindo Veiga dos Santos (1902 - Itu - 1978). Ainda adolescente revelou talento literário e jornalístico, tanto para a poesia para o texto jornalístico. Mudando-se para São Paulo, formou-se em Filosofia e Letras, em 1926. Fundou e presidiu a Ação Imperial Patrianovista Brasileira, organização monarquista que teve inserção em vários estados brasileiros, entre as décadas de 1930 e 1960; e a Frente Negra Brasileira (1931-1937), uma das maiores lideranças da população afro-brasileira. Dirigiu os jornais Pátria Nova, O Bibliófilo e os semanários Mensageiros da Paz e O Século, ligados ao pensamento católico conservador e ao integralismo. Foi professor de latim, inglês, português, História, Sociologia e Filosofia (São Bento, PUC-SP). Publicou: Para a ordem nova, Eco do Redentor, A lírica de Luiz Gama, O Problema Operário e a Justiça Social, Brasil, província de El Rei, Sentimento de Fé e Incenso de minha miséria, De Nóbrega e outros patrícios. O seu livro “Amar... e amor depois” recebeu a Menção Honrosa da Academia Brasileira de Letras, em 1923. Publicou, também, outras obras de cunho político, social, lírico e ligado à questão racial.

Dr. Augusto Cesar de Barros Cruz, nasceu em Campinas (SP) a 6 de junho de 1855, filho de José Theodoro de Barros Cruz e D. Maria Thereza de Barros Cruz. Foi aluno das primeiras turmas do Colégio São Luís de Itu. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas pela Academia de Direito de São Paulo em 1884, iniciando sua carreira de advogado em Itu. Nesse período regeu o curso noturno do Instituto do Novo Mundo e fundou, em parceria com o Dr. Barros Júnior, o jornal Correio de Ytu. Viveu em Avaré, trabalhando como promotor público e onde também manteve uma escola Aí se casou com a Sra. Francisca de Araújo Cruz. Publicou, em 1895, o romance histórico O Paulista, com o pseudônimo de Austo Rasec pela Typographia do Mensageiro. Foi o primeiro redator da revista católica Mensageiro do Coração de Jesus, fundada em junho de 1896. Voltou viver definitivamente Itu em 1901. Foi organista e regente do Coro da Igreja Matriz de Itu. Foi o primeiro redator chefe do jornal católico de Itu “A Federação”, ainda em funcionamento. Faleceu em Itu a 5 de outubro de 1905, vítima de embolia cerebral. Preparava um segundo romance, intitulado “A senzala ou cenas da vida da escravidão”.

Capitão Bento Dias Pacheco, nasceu em Itu em 1756 e aqui faleceu em 1829, filho do Sargento mór Antonio Ferraz de Arruda (1707-1774) e Maria Pacheco de Souza Menezes (1707 – 1767). Viveu um tempo extraordinário em Itu, quando as letras eram muito valorizadas, fruto do fausto econômico e da concentração de distintos professores. Foi aluno de Latim do padre-mestre Manoel de Arruda e Sá, afamado literato. Depois cursou Filosofia e Retórica em São Paulo. Viveu de sua produção agrícola, mas nunca deixou de escrever versos, poeta talentoso, seja na língua pátria como em perfeito e casto Latim. Deixou cerca de 300 poemas latinos, talvez a mais antiga produção poética de Itu, escrita no século XVIII, que merece ser conhecida e editada.

Mons. Ezequias Galvão da Fontoura - nasceu em Itu em 1842 e faleceu em São Paulo em 1929. Estudou no Seminário de São Paulo onde, posteriormente, foi professor de Direito Canônico. Ordenado padre, serviu como Vigário em Itu. Foi nomeado Cônego da Catedral e também atuou como escrivão da câmara eclesiástica e secretário do bispado. Destacou-se na oratória em sermões e discursos. Deixou as obras: Questões religiosas expendidas, Lições do Direito Eclesiástico, O padre Feijó, a Igreja e a Liberdade, vida de Dom Antonio Joaquim de Melo. Sua área de atuação mais eminente foi o Direito Canônico, mas distinguiu-se também nos campos da memória e história. Era sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Profa. Maria José de Toledo Piza, formou-se na Escola Normal do Patrocínio em 1937. Licenciada em Letras Clássicas pela Facudlade Sedes Sapientiae, foi Professora de Língua e Literatura Francesa na Faculdade N. Sra. do Patrocínio. Dedicou-se também a estudar a evolução histórica de Itu. Publicou “Itu, cidade histórica”, separata da Revista da Faculdade N. Sra. do Patrocínio. (1972). Pertenceu à Congregação das Irmãs de São José.

General Nelson Werneck Sodré, nasceu no Rio de Janeiro em 1911 e faleceu em Itu em 1999. Como militar serviu o Regimento de Cavalaria em Itu, em 1934, onde se casou com a Sra. Yolanda Frugoli. Escreveu contos e colaborou no jornal Correio Paulistano. Até a déc. 1950 seguiu carreira militar, como professor de História Militar na Escola de Comando e Estado Maior. Em 1951, por ser um intelectual de esquerda, no contexto da Guerra Fria, deixou essa função, sendo deslocado para funções sem brilho no Sul e no Norte do país. Em protesto passou para a reserva (1961) na patente de General. Foi um dos idealizadores do ISEB – Instituto Superior de Estudos Brasileiros. Publicou dezenas de livros nas áreas de História, Política e Literatura Brasileira, além de memórias. Em 2011 seu centenário foi celebrado em Itu, São Paulo e Rio de Janeiro com a republicação de algumas obras, por iniciativa de sua filha, Dra. Olga Sodré. É considerado um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX.

Prof. Octávio Ianni – nasceu em Itu em 1926 e faleceu em São Paulo em 2004. Formou-se em Ciências Sociais (USP) em 1954. Tornou-se professor assistente de Florestan Fernandes na mesma Universidade. Intelectual de esquerda, dedicou-se à compreensão das diferenças sociais, das injustiças a elas associadas e dos meios de superá-las. Aposentado pelo AI-5, tornou-se professor na PUC-SP, membro do CEBRAP e na UNICAMP. Foi membro da chamada Escola de Sociologia Paulista, que traçou um panorama novo sobre o preconceito racial no Brasil e formulou uma agenda específica de estudos sobre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento econômico no Brasil. Recebeu por duas vezes o prêmio Jabuti, por ensaios de Sociologia. Deixou dezenas de obras, dentre as quais se destacam: As metamorfoses do escravo, Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, O colapso do populismo no Brasil, Escravidão e racismo, Ensaios de sociologia da cultura, A globalização e o retorno da questão nacional, 2000, Capitalismo, violência e terrorismo, 2004.

Pe. Raphael Maria Galanti - nasceu na Itália em 1840 e faleceu em Nova Friburgo em 1917. Veio ao Brasil com estudante da Companhia de Jesus para lecionar no Colégio de Florianópolis, gramática da Língua Portuguesa (1867). Estudou Teologia na Inglaterra onde foi ordenado padre (1872). Entre 1875 e 1894 foi professor de gramática, francês, inglês, geografia e história no Colégio São Luís. Entre 1895 e 1899 professor de História e Inglês no Colégio Anchieta (Nova Friburgo). É autor de História do Brasil (5 volumes), Compêndio de História Universal, Compêndio de Gramática Inglesa, Biografia de Brasileiros ilustres, Lições de História do Brasil. Em Itu foi destacado professor, no Colégio São Luís, e brilhante conferencista.

Voltar para Patronos

Entre em contato

Endereços para correspondência
Praça D. Pedro I, 14, centro, Itu (SP) CEP: 13300-179

E-mail – acadil.itu@gmail.com